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Pandemia e nova dinâmica de trabalho
03/02/2021

         O home office tornou-se uma realidade presente na vida da maioria das pessoas, em face do necessário distanciamento social, ocasionado pela pandemia que assolou o mundo nos últimos tempos. Diante deste cenário, instaurou-se muitas discussões entre colaboradores e empresas que foram obrigadas a adotar este novo sistema de trabalho.

         Os empregados, inseridos nesta dinâmica, listam como vantagem que sem a perda de tempo com deslocamentos podem organizar melhor o seu horário entre os afazeres profissionais e pessoais, o que impacta positivamente na produtividade. Uma desvantagem, em decorrência disso, é a perda de controle sobre o tempo dedicado ao trabalho que pode se sobrepor à vida social, resultando em sobrecarga e, consequentemente, problemas de saúde. Outra desvantagem, também, apontada pelos empregados, decorre da falta de contato presencial com outros colegas, o que pode intervir no desenvolvimento pessoal e profissional.

         Por outro lado, diversas vantagens do home office podem ser elencadas pelas empresas: economia de custos internos, autonomia, necessidade de estrutura específica, entre outras. Como desvantagens apontam: o risco de vazamento de informações sigilosas, bem como a dificuldade de avaliar o empenho dos colaboradores no dia-a-dia.

         Denota-se que para muitas empresas este modelo mostrou-se vantajoso e produtivo e, em decorrência disso, muitas continuarão com o home office ou até mesmo adotarão um modelo híbrido, independentemente da vacinação de seus funcionários ainda este ano.

         Importante observar que a lei trabalhista (mesmo antes da pandemia) autorizava esta modalidade, exigindo para as empresas, que optassem em adotar esta forma de trabalho, a formalização dos contratos e adaptação de suas políticas internas, inclusive quanto a necessária observância das regras inerentes à preservação da saúde e segurança do trabalhador, tais como as previstas nos artigos 75 e seguintes da CLT.

         Haviam, ainda, diversas decisões judiciais, também, anteriores à pandemia, como, por exemplo, a proferida no Processo n.º 10001000720195020384, do TRT 2, que assegurava o retorno ao regime de trabalho presencial, em decorrência do poder diretivo do empregador, sem necessidade de consentimento do empregado, nos termos do artigo 75-C, parágrafo 2.º, da CLT. Referida norma é específica ao teletrabalho e foi incluída pela Reforma Trabalhista.

         Diante disso, depreende-se que este modelo não é apenas uma tendência, mas sim uma realidade, trazendo a necessidade das empresas redefinirem sua infraestrutura, bem como as futuras ferramentas de trabalho, a fim de aprimorar a comunicação, cultura organizacional, além de observar rigorosamente as disposições legais inerentes a esta nova dinâmica de trabalho.

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